Grupo ETE quer reduzir 6000 toneladas de CO2 em dois anos

Grupo ETE quer reduzir 6000 toneladas de CO2 em dois anos
Guilherme Tavares
Diretor corporativo de Certificação Ambiente e Segurança do Grupo ETE

O Grupo ETE assume como objetivo, até ao final de 2024, obter, pelo menos, uma melhoria de 10% na sua eficiência energética, o que se traduzirá numa redução de cerca de 6.000 toneladas de CO2 emitidas. A meta, apresentada pelo diretor corporativo de Certificação Ambiente e Segurança, Guilherme Tavares, enquadra-se na visão de que uma conduta responsável e sustentável “será sempre” o primeiro passo a seguir.

“É fundamental que as empresas (ainda que ajustadas aos mercados e tipologia de serviços que prestam) caminhem na direção certa e que coloquem o ESG (Environmental, Social & Governance) no centro da sua atividade e estratégia, não sendo possível crescerem e se posicionarem adequadamente no mercado se não o fizerem.” 

“No caso particular do Grupo ETE – um grupo 100% português que atua nos vários setores da economia do mar – temos um papel preponderante neste setor, reconhecendo a importância de uma estratégia assente na sustentabilidade nos seus múltiplos vetores”, afirma Guilherme Tavares, realçando que o grupo desde sempre considerou este tema fundamental e parte integrante da estratégia.

Um posicionamento que tem conduzido “à adoção e implementação de medidas e boas práticas rumo à descarbonização progressiva”, nomeadamente das atividades desenvolvidas em todas as áreas de negócio e, em particular, as que têm um elevado cariz operacional. Isto – ressalva – “não descurando a importância que a consciencialização de todos os colaboradores também tem na execução da estratégia e no exercício diário da atividade”. 

Atuando em seis áreas de negócio – transporte marítimo, operação portuária, transporte fluvial, agentes de navegação, logística e engenharia e construção naval – e presente em seis países (além de Portugal, Bélgica, Cabo Verde, Moçambique, Uruguai e Colômbia), o Grupo ETE entende que, sendo a sua atividade preponderante na economia do mar, tem “uma grande responsabilidade” nesta matéria, mas Guilherme Tavares defende que este papel deve ser partilhado pelos demais agentes: “Somos todos igualmente responsáveis por adotar metodologias, redefinir processos e formas de atuar mais sustentáveis, respondendo positivamente ao desafio de tornar um setor, como o do mar, ainda mais sustentável”, argumenta. 

A adoção de boas práticas é visível no transporte marítimo, uma das áreas de atuação do grupo. Além de assegurar o cumprimento das orientações da Organização Marítima Internacional, como a utilização de combustíveis com menor emissão de CO2, estão em curso  medidas que permitem um desempenho mais sustentável: é o caso  do trabalho realizado junto das tripulações para a utilização de estratégias de redução do consumo de combustíveis durante as viagens, recorrendo nomeadamente a sistemas weather routing e instrumentação de navegação que permite  melhorar o planeamento das viagens, controlar a velocidade de navegação e outros parâmetros de performance que são analisados e corrigidos viagem a viagem, de modo a aumentar a eficiência global deste transporte. 

“Estas boas práticas e medidas também se estendem às demais atividades que desenvolvemos, nomeadamente à operação portuária, aos equipamentos que em terminal operam e tornam possível o carregamento dos navios, não esquecendo também o importante papel que as pessoas, nas suas múltiplas atividades operacionais e administrativas, permitem tornar toda a operação mais sustentável”, realça Guilherme Tavares.

Assim, entre as iniciativas transversais às diversas empresas do grupo, independentemente da geografia, incluem-se a utilização de iluminação (led) de baixo consumo energético nos terminais portuários; a utilização de eletricidade como fonte de energia do equipamento para movimentação de carga, nomeadamente empilhadores nos parques logísticos e gruas portuárias nos terminais; uma eficiente gestão e valorização dos resíduos, decorrente das atividades realizadas nos nossos estaleiros e oficinas; a instalação de painéis para aquecimento de águas e painéis fotovoltaicos para redução no consumo de energia e produção de energia elétrica respetivamente;  a redução do consumo de plástico, nomeadamente com a introdução de garrafas de águas reutilizáveis distribuídas a todos os trabalhadores; a substituição progressiva de todo o parque informático por equipamentos mais eficientes energeticamente; e a difusão, pelas várias empresas, de material informativo com vista à adoção de práticas mais sustentáveis por todos os colaboradores.

No que concerne especificamente a descarbonização, o grupo estabeleceu diretrizes e recomendações aplicáveis a todas as empresas, de que é exemplo a utilização de produtos e substâncias amigas do ambiente, ou que minimizem os seus impactos, nomeadamente ao nível da camada do ozono.

O diretor corporativo de Certificação Ambiente e Segurança adianta que, com vista a uma avaliação imparcial por entidade externa que assegure a implementação das melhores práticas nas empresas, o grupo tem vindo a obter diversas certificações, nomeadamente a nível ambiental pela Norma NP EN ISO14001, “reforçando, também por esta via, o compromisso com a melhoria contínua dos seus processos e do seu desempenho”. 

Além disso, mantém há mais de um ano uma parceria sustentável com a Prio, através da empresa Aveiport. No âmbito deste projeto, a Aveiport introduziu o eco diesel nos seus equipamentos e estabeleceu como objetivo abranger toda a frota com este combustível. Paralelamente, incentivou a instalação de um oleão no porto de Aveiro, para promover a recolha dos óleos alimentares usados, que servem de base para a produção do biodiesel. Este projeto possibilitou a diminuição de cerca de 10% no CO2 emitido por cada litro de combustível desta natureza consumido.

O porta-voz do grupo sustenta que os resultados destas ações estão espelhados na eficiência operacional das empresas: “E estamos certos de que os consideráveis investimentos que temos vindo a realizar, para atingir os objetivos que almejamos, a redução dos custos operacionais que já estamos a obter, assim como a satisfação coletiva que todos possuímos, pela consciência de que recorremos às melhores práticas para a realização das atividades, são um forte indicador do bom caminho que decidimos escolher.“

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