Três razões por que se deve investir no mar

Três razões por que se deve investir no mar
APL
© Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental

“Um pequeno retângulo à beira mar plantado”. A expressão muitas vezes usada para definir Portugal ganha outro significado quando se contabiliza toda a área oceânica. O nosso País torna-se assim o 15.º maior do mundo e é razão mais do que suficiente para investir no mar e nos oceanos. Neste artigo, a Administração do Porto de Lisboa aponta ainda outras duas.

Portugal é um país oceânico, diz a APL – Administração do Porto de Lisboa. Somos um dos 15 maiores países do mundo, se contarmos com toda a nossa área oceânica. “A nossa zona económica exclusiva é 17 vezes maior que o nosso território terrestre e com a plataforma continental seremos 40 vezes maiores do ponto de vista oceânico”, justifica.

A segunda razão é que “se queremos salvar o planeta, temos de salvar os oceanos”. “O Planeta Terra é um planeta oceânico e sem cuidarmos dos oceanos, a humanidade não tem futuro”, sustenta.

Em terceiro, além de ser “absolutamente vital proteger a biodiversidade e a vertente ambiental, temos também o dever de proteger o ativo económico que o oceano representa, a chamada economia do mar”.

“De acordo com o INE (Conta Satélite do Mar - CSM), em 2018 o mar tinha um impacto direto e indireto na economia nacional que se traduziu em 5,1% do PIB (Produto Interno Bruto), 5,4% do VAB (Valor Acrescentado Bruto) e 5% das exportações”, adianta a APL, notando que “isto é atualmente”. “Mas no futuro essa importância económica pode ser muito maior e devemos proteger e investir nesse potencial”. “É isso precisamente que estamos a fazer no Porto de Lisboa com muito trabalho feito e em desenvolvimento em matéria de sustentabilidade”, garante, referindo como exemplo o projeto de abastecimento de energia elétrica a navios em porto e todo o trabalho feito em matéria de qualidade da água e do ar. Menciona ainda “todo o trabalho já feito e em desenvolvimento que permite uma maior fruição da zona ribeirinha por parte da população, apostando fortemente no bem-estar e na qualidade de vida”.

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